O camaleão e a fábula do eu

Vocês sabem que o camaleão é o camuflador da natureza, certo? O simpático bichinho adapta sua pele às cores do ambiente mediante um foto-mecanismo que permite que o seu cérebro receba informações da retina e libere hormônios para as células assumirem a coloração do ambiente em questão de segundos.

Para um animal, claro, esse processo é involuntário – graças à inteligência da natureza. Para um ser humano, contudo, a adaptação requer consciência – graças à inteligência de cada indivíduo. É preciso conhecer-se para se transformar. E é preciso intenção para se expressar.

Daí que sugiro aos líderes dos negócios intensivos em conhecimento que intensifiquem sua capacidade de transformação. Não tenham medo. É errado pensar que toda mudança afetará sua essência. Ao contrário! A identidade de uma empresa ou de uma pessoa, se verdadeira, não se perde, mas se mostra mais e mais, na medida em que pode comunicar-se melhor com o seu contexto de negócio – clientes, talentos e outros stakeholders. Quanto mais se exprime, mais fortalece sua identidade. Quanto mais expressa quem é realmente, mais assume seu compromisso interior. É um duplo exercício, concomitantemente “para fora” e “para dentro”.

Por isso usei a analogia com o camaleão. O bichinho nunca deixa de ser o mesmo. Sua camuflagem lhe permite sobreviver, independente do cenário. Ele preserva sua essencial realidade através das diferentes circunstâncias. Exatamente como os negócios de hoje precisam fazer. (E os profissionais também).

A única forma de deixar de ser quem se é, seria esquecendo-se dos seus sonhos. Mas quem sabe a camuflagem seja justamente a competência estratégica necessária atualmente para lutar pela sua realização. Não se trata de hipocrisia, trata-se de comunicar-se melhor com o mundo. Acho até que cinismo seria fazer de conta que as coisas são como a época da reengenharia e do downsizing dos anos 90 ou então continuar insistindo no paradigma industrial de gestão.

Pois, sejamos honestos, certos animais entram, sim, em extinção. Viva o camaleão.

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E a fábula do eu? Crie a sua! O verdadeiro eu, como no caso do camaleão, nunca se altera, só sua pele. Você também, leitor amigo, sem perder sua identidade e essência, pode transformar-se a cada instante.

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