Quantos talentos você tem?

Na Roma antiga esta pergunta poderia se referir ao tamanho da sua riqueza. E hoje em dia também.

“Talento” vem do grego (talanta) – uma balança utilizada para medir peso – e passou a ser usada em Roma (talentum) para contar o ouro e as moedas. Com a famosa parábola da Bíblia (Mateus 25:14) popularizou-se a nova semântica e a palavra passou a ser empregada para indicar o potencial de uma pessoa, seus dons, suas capacidades.

Nos serviços profissionais as pessoas são o motor do negócio. Posso afirmar, pela experiência em diversos projetos de consultoria, tendo passado por vários escritórios de diferentes tamanhos e segmentos, que os sócios são mais felizes quando têm uma equipe preparada, confiável e engajada. Se o empresário possuir talentos em seu time, será um homem rico.

Analogamente à velha balança dos gregos, podemos medir nossos talentos. Há muitos critérios, muitas escalas possíveis. Considero que ao menos três são imprescindíveis: ideias, comportamento e eficácia.

A primeira diz respeito ao repertório interno do profissional – seu conhecimento técnico, sua experiência, sua criatividade, sua perspicácia, suas habilidades mais intelectuais. Em um negócio intensivo em conhecimento, cérebro dá muito peso à organização. Os melhores cérebros tendem a vencer no mercado.

A segunda se refere à capacidade de ser boa companhia para os colegas, para os clientes e, talvez, para si mesmo. O profissional do conhecimento tem maior peso quando seu coração é tão quente quanto sua mente for fria. Precisamos entender que as relações humanas são fundamentais em qualquer organização.

Por fim, a terceira balança mede a aptidão que o profissional tem para “pôr a mão na massa”. Além de inteligente e boa pessoa, precisa mostrar resultado. Não precisamos de romantismo no mundo corporativo. Humanidade, sim, mas sem a piegas conversa que às vezes invade a sala de reunião (ou os palcos dos palestrantes motivacionais). Trabalho bem feito ainda é a melhor coisa a mostrar.

Cabeça, peito e mãos. Eis a combinação mínima necessária para uma equipe ser vitoriosa.

Uma equipe “de peso” vai viabilizar qualquer negócio, superar qualquer desafio e propiciar lucro, bom ambiente e aprendizado. O que poderíamos querer mais em uma empresa de serviços profissionais?

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Então, quantos talentos você tem? Pese na balança das ideias, na balança dos sentimentos e na balança dos resultados. Será fácil perceber o tamanho da sua riqueza. Hoje e sempre.

 

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