Internacionalização de serviços profissionais

Lemos no Oxford Handbook of Professional Service Firms: as teorias de internacionalização baseiam-se predominantemente em pesquisas sobre empresas de manufatura*. Mais uma vez constatamos a necessidade de um enfoque próprio para os serviços profissionais.

No livro os autores mencionam, por exemplo, que para nós é menos importante a economia de escala (redução dos custos unitários com aumento do volume) do que a criação de serviços sob medida, adaptados à cultura local.

Internacionalizar um negócio intensivo em conhecimento deve considerar as idiossincrasias desse contexto. Os autores deste capítulo do Oxford Handbook citam especialmente as seguintes três: clientes, governança e conhecimento.

Sobre os requisitos dos clientes, destaca-se que há uma vantagem para os serviços profissionais: já que lidamos com ativos intangíveis através de pessoas, podemos ir e vir com mais facilidade, rapidez e menores custos do que em uma operação fabril. Ademais, não necessariamente vamos precisar de uma estrutura local no país do cliente, pois dependendo do projeto ou do tipo de serviço, é possível atuar com razoável flexibilidade.

Quanto ao modelo de governança, a típica partnership dos escritórios pode levar a um processo de negociações internas bastante informal – com suas implicações boas e más. Se por um lado ganha-se em simplicidade, por outro pode-se perder em gerenciamento (com as já famosas complexidades que a liderança de profissionais do conhecimento envolve).

Outra coisa importante são as formas conhecimento. Para aqueles serviços mais normativos (advocacia, por exemplo), cada país terá suas exigências legais. Ao contrário, em serviços mais técnicos (engenharia), o uso do conhecimento é mais universal. Há ainda casos mistos ou sincréticos (auditoria) em que as tensões devem ser negociadas.

Internacionalizar um serviço intensivo em conhecimento requer estratégia. E requer gestão dentro do contexto, considerando suas características próprias, pouco similares às fábricas. Nós, na GrandiGaray, temos estudado bastante o tema e queremos ajudá-lo. Conte conosco!

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Sócios: antes de mudar o escritório, é preciso mudar a si próprio. Todo crescimento depende de expandir a mentalidade dos líderes. Assim, antes de pensar em exportar serviços, prepare-se você mesmo para abrir a mente para novas realidades e culturas. Fica a dica.

*Texto original de Mehdi Boussebaa e Glenn Morgan: “We argue that these theories, which are based predominantly on research into manufacturing companies, need further refinement in order to take into account the distinctive nature of Professional Service Firms“.

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