Crescer ou não crescer, eis a questão

Se Shakespeare fosse consultor de empresas perguntaria sobre o Ser ou sobre o Crescimento?

Parece que todo empresário fica vitimado pela massificada opinião de que é preciso aumentar a receita indefinidamente. Expandir os números do negócio se torna uma obsessão. Ou então, no outro extremo, pode aparecer a velha comodidade que leva a organização a “ficar para trás”, envelhecida e sem poder de inovação.

Qual é a questão, afinal? Ser ou não ser? Crescer ou não crescer?

A questão é Ser E Crescer. Quando fortalecemos a identidade do negócio mediante uma liderança consciente e o cultivo dos valores essenciais da empresa, o crescimento advém como um efeito natural. Os clientes gostam do trabalho, contratam novamente os seus serviços, indicam-lhe para outros. Os profissionais motivam-se, aprendem, comprometem-se com a construção da marca. Os sócios, coesos, aprofundam as questões estratégicas e trabalham para a perpetuidade do negócio.

Quando, ao contrário, o crescimento faz derivar – por ganância ou por medo – surgem os problemas… É a ganância por dinheiro, que leva a empresa a ser outra coisa, divergindo de sua identidade original (perdendo originalidade). Ou é o medo, o receio da concorrência e do “monstro” mercado, que dirige as decisões intempestivas que levam aos problemas financeiros (perdendo lucratividade). Os sócios têm de estar muito atentos a esses possíveis desvios. Isso pode destruir qualquer empreendimento.

A resistência à mudança também pode ser problemática. Intransigência e teimosia impedem o desenvolvimento. Criam-se limitações que restringem o espaço de trabalho, diminuem as chances de aprendizagem, nublam as oportunidades de mercado. E todo Ser precisa de um espaço saudável para Existir e se desenvolver (e crescer).

Estratégia de crescimento unifica o Ser (permanente) e o Existir (mutante). Coordena, a partir da essência do negócio, as várias decisões táticas que os sócios devem tomar no dia a dia da operação. Inovando sem esquecer o DNA próprio, preservando a cultura organizacional sem deixar de arriscar, a empresa vai expressando todo o seu potencial na forma de contratos/projetos lucrativos e de valor. Todos ganham. E, se não for assim, não deveria ser…

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A questão, perdoe-me a paródia com Shakespeare, é justamente não abrir mão do Ser. Crescer é consequência natural de quem está apoiado em sua própria identidade. Não há paradoxo. Quanto mais nos dedicamos ao nosso verdadeiro propósito, mais temos energia (dinheiro, tempo, atenção, motivação) para trabalhar bem.

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