A melhor estratégia

Há muitas escolas de estratégia. Diferentes abordagens levam a distintos paradigmas de compreensão e de uso; para cada estrategista, um coup d’oeil. O meu golpe de vista é bem simples: dedicar-se para ser o melhor naquilo que vale à pena.

É claro que os valores e importâncias dependem de pessoa para pessoa – excetuando justamente os valores universais, que os há, e que não devem variar. Mas o que cada um considera importante é, de certo modo, o que define o indivíduo. Portanto, é preciso se conhecer a fundo e identificar qual é nossa fonte de energia. O que te faz trabalhar horas e horas, sem hesitar, com alegria e entusiasmo? Para usar um termo da moda, o que te põe no “estado de fluxo”?

David Maister, no livro True Professionalism, pergunta: What do you care about? O velho consultor diz, parafraseando o presidente Coolidge, que aquilo que lhe inspira persistência e determinação será sua melhor estratégia de carreira. Eu concordo, pois motivos para desistir teremos muitos. Necessidades de mudança e inovação, também. Situações difíceis que vão exigir concessões e desprendimento, igualmente. O que pode superar essas e outras circunstâncias ao longo da vida será justamente a capacidade de manter-se firme (e feliz), concentrado e dedicado a aprender, melhorar, avançar.

Outra maneira de pensar o assunto é refletir sobre o que não permite desculpas. Perguntar-se: qual tema ou disciplina consigo enfatizar sem aceitar escusas? Sejam as minhas próprias ou de quem for. Quando entendo que as coisas só dependem de mim mesmo, sem espaço para reclamações ou para culpar os outros, tenho aí um bom alvo de esforço. Qual é o trabalho que vou assumir 100%, com total responsabilidade, comprometido até o fim? Nesta resposta está a nossa melhor estratégia.

Sabemos o que nos importa de verdade quando não aceitamos estar na média. A mediocridade lhe dá medo? Então é aí que você encontrará o seu caminho. Pois se não nos incomoda ser mais um, este certamente não é o seu destino, não é o que marca o seu maior potencial. A intuição humana leva-nos a testar limites e a buscar realizar o potencial que trazemos dentro. Logo, será a vontade de excelência que vai orientar onde pôr a atenção.

Quanto às capacidades para fazer as coisas, talvez elas estejam latentes, esperando justamente por essa definição. Seja para uma carreira individual ou para uma empresa, as competências virão por consequência, aos poucos (ou rápido). O que interessa é saber o que dá sentido para o tempo que gastamos neste mundo. Sem significado, ficamos vazios. Com propósito, tornamo-nos plenos.

Não se preocupe se você ainda não domina o assunto. Não se preocupe se você tem de aprender muito sobre o tema. Não se preocupe se você carece de experiência. Tudo isso vem e se acumula, alimentando a caminhada. Desde que você esteja no caminho certo, ou seja, no seu caminho.

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A melhor estratégia é ser muito bom no que é mais importante para você. E o resto? O resto se ajeita, se arranja ao redor.

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