Então, você quer ser consultor?

Fui convidado por um cliente para ministrar um curso sobre como prestar consultoria. Topei. Já estamos trabalhando na ideia e isso deve brindar meus 20 anos de carreira (2018).

A consultoria para mim nunca foi somente uma profissão, mas um estilo de vida. Além de ser dono do próprio tempo e atuar em diversos projetos e empresas conhecendo pessoas de todo tipo, há muito mais: a possibilidade de expressar as próprias ideias e de transmitir sua visão de mundo. O grande lance é justamente poder “ajudar os outros sendo você mesmo”.

Sem necessidades de modismos, metodologias, diplomas. Trata-se de originalidade, inteligência e cultura. Sair do convencional e atingir a liberdade de ser diferente, exclusivo, único. Um bom consultor não se apega a um instrumento; usa o que lhe parece necessário. Não segue uma metodologia; cria, constrói a sua. Não acumula diplomas; arrecada experiências. É questão de se apoiar em si mesmo, não em coisas…

Copiar metodologias é perda de tempo. Seja do google ou da universidade, qualquer técnica será somente a ponta de um iceberg que perde o seu valor quando se lhe tira o resto. Como nas fórmulas matemáticas, precisamos da dedução para manejar e aplicar na solução de uma equação. Decoreba não funciona em casos complexos, e toda organização é complexa.

E mais, descobri nestas quase duas décadas que os grandes consultores são todos muito diferentes entre si. O que compartilhamos não é um conjunto de ferramentas de trabalho (muito em voga nos sites da internet e nas salas de aula), mas uma autenticidade que define a marca de cada um, num modo exclusivo de atender o cliente.

Talvez mais uma característica seja compartilhada: a teimosa atitude de encarar as organizações como elas realmente são, isto é, grupos humanos muito mais intuitivos, sentimentais e caóticos do que máquinas racionais de fazer dinheiro.

Assim, o melhor caminho para quem deseja ser consultor é assumir o próprio caminho, ou seja, não aceitar a superficialidade do convencional, mas buscar a profundidade do diferente. Como fazer isso? Aprofundando-se em si mesmo, conhecendo-se, descobrindo e fortalecendo a própria a identidade profissional. Com o tempo, vêm as oportunidades de melhoria e de transformação, junto dos clientes, na prática, atuando. Aos poucos vamos ganhando convicção e a capacidade de influenciar o cliente com autenticidade. A valorização atinge seu ápice quando constatamos que nossa ajuda deixa de estar nas tarefas e passa a estar na companhia.

Quando você é chamado para ajudar pelo que você é como pessoa, então você se tornou um consultor de verdade.

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Então, você quer ser um consultor? Seja bem-vindo. Acompanhe meu blog, em breve vamos divulgar a data de um webinar gratuito para você escutar minhas recomendações sobre este caminho.

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