Novas lentes

Paradigma é um termo que vem do grego e significa modelo. Utilizado na filosofia, depois na linguística e nas ciências em geral, denota uma maneira de ver as coisas. Por exemplo, o paradigma newtoniano-cartesiano que nos dava um olhar mecânico do mundo, tem sido paulatinamente substituído por outro, baseado na Relatividade e na Física Quântica. Hoje podemos ver o mundo com novas lentes: o espaço-tempo não é absoluto.

Livrar-se das limitações do paradigma anterior, porém, não é fácil. Há que ver o novo e se desprender do velho. Enquanto isso, o olhar fica nublado… Há que se definir, com atitude e sem medo.

No mundo dos negócios, é comum fazer uso do paradigma da era industrial. O problema é que esse olhar não serve para os serviços profissionais, intensivos em conhecimento e de alto valor agregado. Há quem diga, aliás, que já está ultrapassado para descrever o futuro das fábricas (internet das coisas, indústria 4.0 etc.). Imagine só, então, continuar aplicando conceitos, técnicas e regras do século XIX em organizações do século XXI!

O próprio Handbook de Oxford sobre professional services menciona que a atenção sobre esses negócios ainda é pequena se considerada sua relevância para a economia atual. Diz-que cerca de 1,6 trilhão de dólares foram gerados em 2013 apenas nos ramos da advocacia, contabilidade, arquitetura e consultoria e que mais de 14 milhões de pessoas estavam empregadas nessas organizações. Hoje, 2017, esse número com certeza é maior. Será crescente a atenção sobre este segmento, pois a economia se inclina cada vez mais para o setor terciário/quaternário. Quanto tempo mais vamos esperar para compreender esse fenômeno?

Mas o problema não é só temporal. É também geográfico, espacial. Aqui no Brasil, por algum motivo, o conteúdo próprio para a gestão dos serviços intensivos em conhecimento é pouco conhecido. Autores, livros, referências e modelos encontrados em língua inglesa não ganham repercussão nas conversas usuais que temos com sócios de escritórios de advocacia, arquitetura, engenharia entre outros ramos. Na busca pela “profissionalização” do negócio, esses líderes muitas vezes caem no risco de transformar seus escritórios em fábricas. Em países como Inglaterra, Suécia e EUA, há muitos pesquisadores dedicando-se ao tema. Como gerar a mesma massa crítica aqui, em nosso país?

Precisamos de novas lentes. Assim como o espaço-tempo deixou de ser absoluto para os físicos que lançaram-se da visão Newton para a de Einstein, você também pode se livrar das limitações de tempo e de espaço, e adotar o quanto antes e aqui mesmo (no seu escritório) o modelo mais coerente para a gestão do seu negócio. Não precisa ler Thomas Kuhn para compreender as mudanças de paradigma. Basta um pouco de coragem para ver o novo e desprender-se do velho.

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Vamos trocar de óculos? Entenda o contexto dos Serviços Profissionais (Intangível, Interativo, Inseparável) e como  a GrandiGaray pode ajudá-lo.

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