Uma heresia

É comum pensar que devemos buscar o máximo lucro possível. Só que o afã de perseguir maior resultado financeiro leva, muitas vezes, a perdas em outras áreas. O curioso é que, indiretamente – não de imediato, mas a médio ou longo prazo – isso acaba comprometendo a própria lucratividade. Um ciclo vicioso.

Podemos ver de um outro jeito este assunto, então? Sim, podemos.

Ao invés de ter como meta o máximo lucro possível, que tal definir o mínimo lucro necessário? É o seguinte: se o dinheiro é suficiente para cumprir com o propósito do empreendimento e viabilizar o estilo de vida das pessoas, para que mais?

Para qualquer negócio é fundamental o lucro. Sem isso o empreendimento não sobrevive, nem cresce. Porém o foco das atenções dos sócios deve ser o de construir e aprimorar uma equipe de profissionais e uma carteira de clientes altamente conectados e satisfeitos. O desafio é conceber e realizar uma identidade que possa unir ideias (conhecimentos e necessidades) que se fortalecem na cultura organizacional e na reputação de mercado.

Gerir o lucro planejando os investimentos é parte da estratégia de desenvolvimento, mas neste enfoque estamos mais ocupados em desenvolver o potencial dos sócios e demais profissionais, gerando conteúdo diferenciado e atendendo cada vez mais e melhores clientes. Deixando a sua marca e fazendo história, o dinheiro vem no rastro.

Não é só na religião que se encontram fanáticos. Infelizmente. Há fundamentalistas na política, nas ciências, nas artes e, claro, no mundo empresarial. Aquele típico ganancioso que só vê cifrões pela frente é o estereótipo de que me refiro. É ultrapassado, extemporâneo, fora de contexto e, portanto, brega. Mas ainda existem desses por aí… E os há em quantia.

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Gosto de trabalhar para clientes ambiciosos, mas não gananciosos. Se você é sócio de um escritório de advocacia, arquitetura, contabilidade, empresa de engenharia, software, agência de comunicação, entre outros negócios intensivos em conhecimento, lhe convido a pensar deste outro modo. Não se preocupe tanto com o máximo lucro possível, mas com o mínimo lucro necessário.

Estou sendo um herético em afirmar esse tipo de coisa, eu sei. Mas em tempos de fundamentalismos e fanatismos, a heresia pode ser uma boa opção.

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