Culto à deusa

A economia é costumeiramente definida como a administração da escassez. As necessidades e desejos humanos são infinitos, mas os recursos naturais (materiais) são limitados. Daí o conceito. Porém, como aplicar essa definição à economia do conhecimento?

Ora, o conhecimento per se não é escasso. Além disso, ao observar o profissional do conhecimento atuando, nota-se que ele não perde qualquer unidade dos seus recurso (imateriais) ao realizar o serviço. Atrevo-me a afirmar, até, que ele ganha ainda mais quando entrega o que tem.

Aos economistas os desafios de compreensão dessa lógica pós-industrial. A nós, meros mortais, os desafios de desenvolver os nossos negócios. Então, como fazer uso desse novo paradigma para a gestão dos escritórios de serviços profissionais?

Primeiro, esqueça de vez o modelo industrial. Você não tem estoques (escassez) para gerir. Você deve gerir o aprendizado (abundância) e fazer da sua organização uma organização que aprende. Ideia antiga de Peter Senge, mas super atual.

Segundo, esqueça o medo de ensinar o cliente e achar que vai eliminar a necessidade de ele contratá-lo. Não é exatamente assim que funciona. Antes, se você não educa o seu cliente, é provável que ele não vá querer os seus serviços por não entender o jargão técnico e muito menos o seu valor. É dando que se recebe, não tenha medo de ensinar.

Terceiro, esqueça a ideia de que o tempo é o determinante do valor. O verdadeiro determinante do valor é o conjunto de ganhos, resultados e benefícios que o cliente recebe a partir do seu trabalho. Cronos, o deus do tempo engole e destrói tudo, mas o nosso vetor de valor é a criatividade, não a destrutividade.

Essas e outras tantas recomendações nascem de estudos, pesquisas, insights, experiência e aprendizado constante entre nossos consultores e clientes. Todos juntos construindo conhecimento. Cada vez mais. É como a imagem da cornucópia à mão da deusa que ilustra este post. Com inteligência, produzimos os frutos que dali vêm à tona. Mais e mais.

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A sociedade industrial cultua a deusa Penia, a carência. Nós, profissionais do conhecimento, rendemos culto à outra divindade. “Oh, Fortuna, deusa da abundância, dá-nos cada vez mais inteligência!”

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