Paris dos museus

Nos museus de Paris eu vi o mundo, a história do mundo.

Do oriente antigo no Museu Guimet – vasculhando o passado – aos fuzis empunhados na Champs Élysées – aceitando o presente – pude abrir a mente e o coração para as possibilidades humanas. Somos peritos em realizações marcantes. Quando queremos, deixamos marcas absolutas no tempo.

O Louvre é todo rico… Toda experiência ali pode suscitar a imaginação. Do silêncio que emana da Nikê de Samotrácia ao ruído intermitente dos chineses, de quando em quando, fotografando sem parar.

O Museu da Armada une misteriosamente o trauma e a esperança. A contação dos episódios das Grandes Guerras de um lado, o mausoléu de Napoleão de outro. Fazemos tanto ao longo do tempo que mal cabe tudo no mesmo espaço.

A Paris dos museus reúne o espetáculo das criações humanas. Somos capazes de fazer tantas coisas ruins como coisas boas. As primeiras são os paralelepípedos sobre os quais apoiamos nosso andar. As últimas os céus que teimam em nos inspirar. As coisas ruins que fizemos podem ensinar o que jamais repetir. As coisas boas que acumulamos podem mostrar o que sempre mais buscar.

Escutei um quarteto de cordas na Église de la Madeleine. Que tal? Senti-me eu mesmo compondo parte do universal museu das artes. Cheguei curioso ao final da tarde, eu e minha esposa. Leves, inspirados, saímos à noite flutuando pela escadaria.

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A Paris dos museus reúne o espetáculo das criações humanas. Podemos seguir buscando o bem. Certamente.

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