“Como fazemos as coisas por aqui”

Nos negócios intensivos em conhecimento a cultura organizacional é o principal fator competitivo. Sou consultor de estratégia, é verdade, mas não existe aplicação de estratégia sem gerenciamento da cultura.

Se nas fábricas isso já é uma realidade, nos escritórios de serviços profissionais é uma realidade fundamental. Nestes ambientes a cultura tem mais influência do que qualquer descrição de trabalho. Dada a típica autonomia dos profissionais do conhecimento, só um sentido de pertencimento pode garantir a coesão do grupo e a preservação da marca. Os sócios precisam ser estrategistas para o negócio e precisam ser líderes para as pessoas.

A cultura é a lente de como se vê o mundo. Ao longo da vida do negócio, nas suas tentativas de se adaptar ao mercado, superar problemas, encontrar alternativas, surge uma tácita compreensão do que funciona e do que não funciona. Daí advém um padrão de comportamento baseado em crenças e pressupostos compartilhados entre sócios e associados. Este padrão de conduta – “o modo como fazemos as coisas por aqui” – é a cultura organizacional.

A substância da estratégia é cultural. A interpretação que fazemos dos fatos e as decisões que tomamos são definidas por essa lente. Quando erramos e quando acertamos; estamos ou pagando o preço ou sendo recompensados por ela. Somos vítimas e privilegiados, simultaneamente.

O principal vetor da cultura é a liderança. Após planejar o futuro, é orientando o comportamento das pessoas que chegamos lá. Pelo exemplo dos sócios e pela constante comunicação com a equipe, reforçando valores e princípios de trabalho, pode-se estabelecer um modo diferenciado de fazer as coisas. Muito subjetivo nos meios, muito objetivo nos resultados: os escritórios mais competitivos são os que têm cultura forte.

Quando os profissionais atuam em coerência com a identidade do negócio surge uma consistência difícil de ser perdida e difícil de ser copiada: uma vantagem frente à concorrência. Os clientes entendem porque somos diferentes e os profissionais querem trabalhar conosco.

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“A cultura come a estratégia no café da manhã”. Ninguém sabe exatamente quem disse isso pela primeira vez, mas todos sabem que é assim. O plano dá certo ou dá errado em função do comportamento dos profissionais.

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