Gestão de escritórios de advocacia: planejamento

Meu primeiro trabalho de consultoria foi um contrato de planejamento estratégico, em 1998. E o meu primeiro cliente do segmento dos serviços profissionais foi um escritório de advocacia, em 2006. De lá para cá, acumulei suficiente experiência em contratos deste tipo para afirmar algumas coisas…

Primeiro, o mais importante não é o plano estratégico, mas o processo de planejamento em si, pois gera o maior de todos os resultados: APRENDIZAGEM. Os sócios e demais profissionais do escritório desenvolvem – num trabalho bem conduzido – reflexões e diálogos ao mesmo tempo profundos e práticos sobre o negócio. Daí se pode partir para o segundo conjunto de benefícios: DECISÕES. Por incrível que possa parecer, eis uma das dificuldades mais comuns dos sócios, decidir. Também pudera, definir o rumo do escritório, orientar o futuro do negócio, não é brincadeira. É trabalho sério.

Segundo, esses anos todos me mostraram que as técnicas e métodos de planejamento não são a coisa mais importante. Até por que, de acordo ao gosto do freguês, ou de acordo aos modismos do momento, abundam opções metodológicas. Há para todos os gostos. Técnicas mais analíticas, modelos mais orgânicos, os que privilegiam a criatividade, os que exigem mais pesquisa de mercado, alguns estritamente econômico-financeiros (muitas planilhas!), aqueles que permitem maior participação dos associados, ou esquemas mais fechados aonde somente os sócios-fundadores definem os objetivos estratégicos etc. O que é o mais importante, então? Simples: ESTRATEGISTAS. Sem estrategistas não funcionam as ferramentas estratégicas.

Terceiro, sem falsa modéstia, posso afirmar que a consultoria ajuda. É fundamental, até. Assim como não devemos prescindir de um bom advogado para assuntos jurídicos, para os assuntos de gestão é necessário um bom consultor.

Quarto, planejar o futuro do negócio exige dedicação de tempo e energia, mas tem sempre um alto retorno sobre este investimento. Pense que, na pior das hipóteses, você vai aprender muito sobre seu escritório, sobre o mercado, sobre a concorrência, sobre seus clientes e sobre o seu time de profiossionais. E na melhor das hipóteses, vai descobrir como é agradável sentir domínio sobre o próprio negócio.

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Você tem uma estratégia de crescimento? Se não, que tal dedicar um tempo para isso? Afinal, se você quer definir o rumo do escritório e não ser vítima das circunstâncias do mercado, vai precisar investir nisso.

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