Gestão de escritórios de advocacia: talentos

Pensando nos melhores escritórios que conheço, naqueles que se destacam dos meramente comuns, diviso facilmente um elemento-chave: cultura. Sem dúvida nenhuma esta é a força que inspira os profissionais e que impacta os clientes. Essa força advém de uma identidade muito clara e bem definida e, certamente, depende de líderes muito comprometidos com o futuro do negócio.

Se nos perguntamos qual o ponto de partida para um ambiente assim, estimulante, desafiador e de alto desempenho, a resposta estará nas pessoas. Sempre. Deste modo, recrutamento e seleção torna-se uma atividade estratégica. Integrar novos profissionais também não pode ser considerado secundário. Capacitar, desenvolver e orientar a carreira, igualmente são assuntos que devem estar no foco de atenção dos líderes do escritório.

A atração e a seleção de talentos deve ser conduzida por um sócio. Assim de simples. Isso não deve ser delegado para associados, muito menos deixado na mão do pessoal do RH – isso é coisa industrial, incoerente com negócios intensivos em conhecimento. Se as pessoas são o seu maior patrimônio, por que você deixaria isso à cargo de um “departamento”?!

Já a integração de novos profissionais à equipe pode ser um processo delicado. Há que se ocupar de apresentar o novo integrante a cada profissional, facilitando a transição. Para os que ali já estavam, que o recebam bem e passem a transmitir a cultura do escritório. Para este que agora chega, que possa rapidamente contribuir com sua expertise.

Capacitação e desenvolvimento dependem de um plano de médio e longo prazo. Este plano é a orientação da carreira do profissional dentro do escritório, visando que algum dia torne-se sócio. Seja na versão americanizada do “up or out” ou sob qualquer outro modelo, o fundamental é que todos saibam o que podem esperar de seu futuro no escritório.

Há ainda uma atividade que, não raro, é totalmente negligenciada. Trata-se do desligamento do advogado. Isso também deveria ser gerenciado. Quando um profissional sai do escritório, vai para o mercado com conhecimento e relações que não deveriam ser subestimadas, certo?  Logo, este é assunto estratégico e precisa ser planejado e bem conduzido pelos sócios.

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Para saber se a gestão de pessoas está indo bem no seu escritório, avalie se os seus profissionais podem obter aquilo que todo profissional do conhecimento deseja: realizar um estilo de vida. Muito mais do que ter uma fonte de renda, essa é a principal fonte de atração e retenção de grandes advogados. Se conseguir isso, vai naturalmente cultivar os valores que darão os frutos do êxito.

 

 

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