Muita gente dando opinião

Ninguém discute a importância de Winston Churchill nos eventos ligados à Segunda Guerra. Discute-se, sim, sua conduta e suas decisões. Agora, quem pode fazer juízo de um líder nessas circunstâncias? Poucos podem, em verdade.
Não é só questão de “ter moral para falar”. É inclusive questão de ter conhecimento, pois do contrário o crítico em questão se une ao grotesco e massivo grupo de profissionais da opinião. Parece que eles não vivem no mundo real, apesar de estarem sempre julgando os que ali vivem. São espectadores experts em opinar, em criticar, em julgar, em analisar.
A crítica é saudável como avaliação consciente de coisas, fatos, experiências, pessoas. Dela extraímos, não raro, aprendizado para não repetir erros e/ou replicar acertos. Mas quem tem noção do que ocorreu na ilha inglesa prestes à deflagração das bombas sobre Londres? Quem pode entender a dinâmica do poder entre o nanico de bigode com discurso histérico e os demais líderes europeus naquela década de quarenta? Sejamos, sensatos, poucos de nós entendem do assunto.
Mas para os que entendem, após muita leitura, estudo e investigação sobre a Guerra Mundial e os conflitos entre as potências envolvidas, ainda assim fica a pergunta: como julgar Churchill?
Prêmio Nobel de literatura, ensaísta, historiador e orador brilhante, além de oficial do exército durante a Primeira Guerra, aonde deu mostras de coragem “flertando com a morte” na terra de ninguém.
Cometeu erros? Provavelmente. Erros graves? Possivelmente. Não foi um líder perfeito? Absolutamente; ninguém aliás. Mas viveu, deixou uma marca na história com biografia ética e inspirou muitas pessoas e lutar por uma Causa.
Dessa história, que podemos tirar de lição, nós, líderes contemporâneos? Ora, no mundo dos negócios e no ambiente empresarial não precisamos nos expor a tantos riscos. Sem embargo, cada qual vive suas aventuras e procura fazer o melhor, não é mesmo? Mas, se nem Churchill é poupado da crítica por gente que só sabe opinar e não realiza muita coisa de concreto, fique tranquilo: dificilmente você, eu, entre tantos líderes do mundo real, estaremos à salvo disso. No mundo real têm muita gente dando opinião…
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A propósito, Winston Churchill recebeu o prêmio de literatura não só pela sua habilidade como escritor, mas pela sua defesa dos valores humanos. Como diz o texto: “for his mastery of historical and biographical description as well as for brilliant oratory in defending exalted human values.

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