As portas de Londres

A gente caminha pelas (belas) ruas de Londres e observa o inexorável padrão britânico numa arquitetura que consegue ser repetitiva sem ser cansativa. É estética. Com dimensões humanas, traços de uma beleza simples e uma atrativa ordem que faz sua comparação com ambientes desordenados dar-lhe fácil supremacia. Mas as portas são coloridas.

Acho que essa semiótica ideia inglesa pode nos inspirar em muitas coisas. Se dentro de um padrão ordenado e funcional cabe a versatilidade de cores divertidas, até arrojadas, talvez as nossas vidas também possam ser assim.

Ora, é fundamental ter estrutura, organização e uma estável posição. O caos, a bagunça, o informal, não são sinônimos de eficiência na natureza. (Pois a matemática já provou que há ordem no caos aparente). A vida não consegue sustentar-se em gelatinosa base… Precisamos, todos nós, de um sólido fundamento.

Outrossim, não é necessário escravizar-se numa monótona condição, sem emoções, sem entusiasmo. É chato isso. Há que dar umas coloridas pinceladas, fazer testes de combinações insuspeitadas, fora do cânone. “Inovação!”, diriam os tecnólogos. “Sabor!”, diriam os chefs. “Originalidade!”, diriam os arquitetos. “Vida!”, dizemos todos nós.

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Qual é a sua necessidade de estrutura, de ordem e de forma? E onde estão os pontos a serem pintados com criatividade e ousadia? Observa que devem ser tratadas as duas coisas, juntas, simultaneamente. Uma precisa da outra. Daí vem as possibilidades de crescimento…
PS: as águas do rio Tâmisa são pretas, mas suas pontes são coloridas.

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