O círculo se fecha

Um homem sábio uma vez ensinou-me que as experiências da vida são como círculos que se fecham, cada uma à seu tempo. Uns círculos são pequenos e se fecham rápido. Outros demoram meses, anos até, para que cheguem a completar-se.
Quando um círculo se fecha temos a compreensão do que significa a experiência. Antes disso, muito dificilmente, pois faltam elementos de entendimento. Só que ficamos ansiosos durante o processo, ávidos por atesourar o sentido do que nos acontece. É necessário paciência.
Quando um círculo se fecha surge também uma energia extra, inesperada, que serve para continuar a vida. Traçamos novos círculos. O ciclo se repete.
Na verdade, são vários desenhos, uns dentro de outros, experiências menores no contexto de experiências maiores. Alguns círculos certamente tangenciam outros, alguns estão interpenetrados. Há inclusive os concêntricos – estes, suponho, são os que integramos dentro de um eixo de significados, num fluxo de acontecimentos com uma ordem especial.
Pode-se imaginar todas circunferências dentro de uma bem grande, a própria vida. O que quer dizer que somente entenderemos tudo da nossa vida após ela mesma se fechar, se interromper, para, por que não, dar início a um outro estado, fora do corpo. Eu acredito nisso.
—-
Aliás, assim descreviam os hindus o processo das muitas vidas. Como uma roda, a roda de Samsara.
Sendo este ou não o mistério da morte, não importa. Pois certamente o da vida é cheio de idas e vindas, círculos que se abrem e que se fecham.

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