Inteligência executiva

O terceiro atributo da liderança é a inteligência. Uma inteligência de tipo executivo, isto é, pragmática, capaz de resolver problemas.
Imaginem o indivíduo que vai à frente e atrai seguidores (primeiro e segundo atributos) e os leva para o abismo! Não pode ser assim. Não deve ser assim. Um líder tem de completar sua descrição com um elemento garantidor de resultados. Daí a necessidade de completar sua descrição com este último atributo.
Inteligência é palavra latina, vem de inteligere, que quer dizer algo assim como “discernir”. No ambiente organizacional, isso se refere diretamente à tomada de decisões. Decidir é o uso gerencial da faculdade de discernimento que TODOS seres humanos temos. Acontece que este poder de avaliar situações, escolher e definir ações precisa ser desenvolvido.
A experiência é um grande propulsor da capacidade de discernimento e decisão. A instrução e o conhecimento técnico acumulado também.
Há outras coisas, mais sutis, que sugerem um tipo de intuição… Uma visão rápida e direta das soluções.  Malcolm Gladwell, no seu excelente livrinho “Blink” – que podemos traduzir como “golpe de vista” – comenta desta habilidade que temos e que está muitíssimo mais presente no nosso cotidiano do que se imagina normalmente. Somo bastante intuitivos.
Há hoje uma disciplina numa Universidade norte-americana de negócios (business, my friend) chamada strategic intuition. Vejam que já é assunto acadêmico. Pela minha experiência como consultor, há muito tempo percebo, empiricamente, que muitas decisões (e boas decisões) de empresários são por intuição.
Desde o surto de interesse pela chamada inteligência emocional, devido às publicações de Goleman, passando pelo interessante trabalho das inteligências múltiplas de Gardner, podemos chegar a concluir que o líder também tem um tipo de inteligência estratégica e unificadora de tudo que precisa para gerir sua equipe e organização.
Assim, a inteligência executiva vem arranjar todos os elementos que nos facultam a analisar problemas e solucioná-los. Por raciocínio lento, por rápida intuição. Com perspicácia ou habilidade interpessoal. Por qualquer outro processo cognitivo que se queira. O importante é que o líder não leve seus seguidores para qualquer lugar… Todos querem o êxito. Inclusive o próprio líder. E isso é também questão de inteligência.

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