Os renascentistas

Planejar um movimento que contribuísse para “arrancar” a Europa do seu medieval estado, no século XIV e XV, especialmente, deve ter sido muito legal. Participar deste projeto deve ter deixado muita gente contente, especialmente aqueles líderes que gostam de grandes desafios. Aos ambiciosos, entendam-me: não há nada mais satisfatório que trabalhar por uma causa altruísta.

Ficino, Cosme, Pleton, Bruni, Poliziano, Pico, Botticelli, entre outros, ideólogos da Renascença italiana, executaram um projeto de respeito, fomentando artes, ciência, política e religião. É puro impulso cultural, com evidentes resultados (exitosos) civilizatórios. A Europa saiu da escura época. Eles ajudaram de verdade.

Como executivos, líderes, gestores, todos sabem que influenciamos pessoas. A inspiração que aqueles neoplantônicos de Florença deixaram pode ser retomada. Que tal sistematizar algo disso para quem gosta do assunto? Veja abaixo:

  • Humanismo – líderes são bons com gente e precisam entender de gente. Como no “Discurso sobre a Dignidade Humana”, de Pico de la Mirandola, devemos treinar nossa capacidade de priorizar o ser humano sobre todas as coisas.
  • Homo Univeralis (ecletismo cultural) – um gestor com rasa cultura é terrível… passar horas e horas juntos (em reuniões?) com pessoal que não tem “bom papo” é chato. E bom papo vem de conteúdo. Se Giordano Bruno estivesse em alguma corporação do mundo atual, continuaria, imagino, fomentando a realização do Homem-Mago, ou seja, do Sábio, como modelo a seguir. Estudemos, pois, lendo, viajando, conversando, experienciando e refletindo.
  • Virtuosidade – pela Beleza como arquétipo, Sandro Botticelli representou em sua Primavera, e também no Nascimento de Vênus, quadros de uma rara harmonia, a necessidade de “fazer sua a beleza”, como diria Aristóteles. Ou seja, expressar concretamente, no comportamento cotidiano, a elegância que vem da conduta moral, permite o exercício da liderança. Senão, como quererás ser seguido?
  • Convivência – Marsilio Ficino, diretor da Nova Academia de Platão, em Florença, coordenava diálogos incríveis em festas e reuniões com centenas de personagens interessantes… Qual é o seu círculo de relacionamentos? O seu networking é restrito? Há ganho ou perda de tempo quando você está nos grupos que frequenta?

Estes são alguns pontos. Podemos desenvolver mais este tema. Que tal sentir-se um renascentista hoje em dia também?

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